Sábado

AC/DC: show visto por 65 mil fãs em SP

Liderado pelo guitarrista Angus Young, o AC/DC lotou o estádio do Morumbi, em São Paulo, nesta sexta-feira (27) e levou 65 mil fieis seguidores à loucura em uma apresentação com aproximadamente duas horas.

Apesar do show fazer parte da “Black Ice World Tour”, que já passou por diversas partes do mundo, o repertório trouxe apenas quatro músicas de “Black Ice” (2008).

E foi justamente uma canção do último disco dos australianos que abriu a apresentação. Antes de dar início ao show com “Rock’n roll train”, uma animação no telão mostrava Angus Young ao lado de duas mulheres gostosas em um trem desgovernado. Até que o telão se abre e dá lugar a uma locomotiva gigantesca com diversos efeitos pirotécnicos como explosões e muita fumaça.

Além dos efeitos visuais no enorme palco (que trazia detalhes de engrenagens da locomotiva), o público já havia se encarregado de iluminar o Morumbi com milhares de luzes vermelhas, que vinham de tiaras de chifrinhos vendidas por R$ 10 dentro do estádio.



Logo na segunda música, “Hell Ain’t a Bad Place to Be”, de “Let There Be Rock” (1977), o vocalista Brian Johnson deixou claro que seria econômico nas palavras, dedicando-se àquilo que sabe fazer melhor: “nós não falamos bem ‘brasileiro’, mas falamos bem o rock n roll”.


A chuva que havia tomado o estádio até momentos antes do show deu uma trégua durante toda a apresentação do AC/DC, deixando os fãs bem à vontade para curtir hits como “Back in Black”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “Thunderstruck” (com raios exibidos no telão), que foram intercalados a novas canções como “Big Jack” e “Black Ice”.

Na metade do show já estava claro que a estrela da noite era Angus Young. Sem falar uma palavra, o guitarrista regeu a multidão. Em “The Jack”, de “T.N.T.” (1975), Angus promoveu seu tradicional strip tease ao som de blues, despindo-se cuidadosamente (fazendo movimentos lascivos com a gravata e a camisa) até tirar sua clássica bermuda e exibir para o telão sua cueca com a logo da banda.

Mesmo não precisando, o AC/DC usou e abusou dos efeitos visuais. Em “Hell Bells”, um sino com a logo da banda desceu no centro do palco para Brian Johnson correr da passarela que ia até o meio do gramado do estádio e se pendurar, introduzindo a música.

“You Shook Me All Night Long” abriu uma sequência de clássicos que encerraram a primeira parte do show. Seguiram “T.N.T.”, com explosões e fogo saindo da locomotiva no centro do palco; “Whole Lotta Rosie”, com uma boneca inflável gigante, a Rosie, sentada na locomotiva marcando o ritmo da música com os pés e a cabeça; e “Let There Be Rock”, que mais uma vez provou que Angus Young era a verdadeira razão daquelas 65 mil pessoas estarem ali. Ele solou deitado no chão, foi elevado em uma plataforma no meio do estádio e recebeu uma chuva de papel picado.

A grandiosa passagem da “Black Ice World Tour” pelo Brasil foi encerrada com uma queima de fogos, que deu um clima de festa de reivellon ao Morumbi, fechando o ano de grandes shows no Brasil.



Fonte: http://www.abril.com.br/blog/blogfonico/

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